domingo, 8 de março de 2009

08. O Epílogo Atrasado

Temo que não comecei a história pelo início.
A personagem que têm acompanhado, aquele rapaz cheio de indecisões e pensamentos, ora obscuros e confusos, ora claros e distintos, é Tom Greene. Afectado pelo mundo exterior, a sua infância foi extremamente pacífica. Seus pais sempre tiveram um modo de ver as coisas muito alternativo. E daí sua mente ser diferente; e suas reacções incrívelmente únicas e esquesitas. É um rapaz de extrema sinceridade. E principalmente, honesto com ele próprio. E tudo o que fazia era calculado segundo um critério de: será que me vou sentir bem comigo mesmo ?
Era calculista, então, mas de uma forma muito inocente. Tentava ter algum humor, e era ocasionalmente bem sucedido. Porém, as suas tácticas de discurso, embora fluídas, eram extensas em demasia, levando ao aborrecimento do ouvinte comum. Era estudioso e tenha as suas metas bem definidas. Algumas.
Sempre quisera deixar um espaço para o mistério. Para o destino. Era algo que o cativava: um factor surpresa no futuro, que o deixava sempre com falta de ar (devido á ansiedade). Era asmático, mas lidava bem com isso. E tinha os ataques esporádicos, controlados.
Adorava a natureza; talvez devido á tranquilidade que lhe transmitia, ou ao isolamento que tão procurava ao fim de um dia atarefado. Adorava a confusão. Quando as exigências aumentavam, a palma das mãos suavam, e o volume subia drásticamente, Tom sentia a adrenalina a invadir-lhe o corpo. A excitação da confusão. A vida.
A sensibilidade era algo no qual ele era dotado. Por isso gostava de alguns métodos de exteriorização das suas emoções. A escrita. A fotografia. O desenho.
Era dotado em várias artes. E por isso alternava entre elas resultando numa pessoa extremamente criativa. Adorava pensar. E ás vezes pensava demais.
E tudo o que ele queria era alguém que o apreciasse, que o amasse, e que ficasse com ele, como ele era.

E que fossem felizes para sempre.

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